Dias mãeores

um blog de mãe para recuperar o tempo perdido em dias sempre mais curtos que o desejado

segunda-feira, março 05, 2012

sentido de humor

ao jantar, a brincar com os bichos:

a: olha mãe estes são da mesma família
eu: sim filho, são ambos felinos
a: felinos para sempre...

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quarta-feira, fevereiro 29, 2012

food for thought


A: mãe quero saber tudo sobre a história dos humanos.
Eu: oh filho isso é muito longo porque a história dos humanos é muito comprida. O que gostavas tu de saber?
A: Não mãe, quero saber tudo sobre a vida dos humanos.
Eu: Mas tu também és humano, de que vida dos humanos estás a falar?
A: eu sei mãe, eu sei que sou humano. Quero saber tudo sobre a nossa história!

.....

ai, confesso que às vezes este meu filho perguntador me mete muiiiito medo!

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quinta-feira, fevereiro 23, 2012

ambição

a: - mãe eu quero chegar ao topo dos humanos.
eu: - o quê filho?
a: - eu quero chegar ao cimo da pirâmide dos humanos.
eu: !!!!!!!!!!!!!!


oh dear!

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sábado, janeiro 28, 2012

observação

a comer um biscoito em forma de S que ele nunca tinha visto (daqueles pincelados com ovo):
A: mãe isto aqui em cima é ovo?
eu (espantada): é pois filho. Como é que tu sabias?
A: fiz um grande esforço!

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sexta-feira, janeiro 27, 2012

sabedoria


Num semáforo vermelho para os peões.

eu - vês filho, agora está ao mesmo tempo vermelho para os carros e para os peões e como demora muito há pessoas que não esperam e atravessam na mesma. Na verdade é um bocado chato estar tanto tempo desta maneira.
A. - A vida é mesmo assim, mãe. Umas vezes é de uma maneira, outras vezes é doutra. (suspiro) É isso.

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quarta-feira, janeiro 04, 2012

introspecções

ontem a andar na rua.

eu: desculpa filho a mãe estava distraída e não percebeu o que me estavas a dizer.
a: não faz mal mãe. Não era para ti. Eu estava a falar de mim para comigo!

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terça-feira, janeiro 03, 2012

miaaaauuuuuu!

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terça-feira, outubro 11, 2011

...

- Mãe, quem me vai levar à escola?
- Sou eu.
- E quem me vai buscar?
- Sou eu também.
- E o pai?
- O pai não pode filho. O pai tem uma apresentação e chega mais tarde.
- E tu achas isso bem?!

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terça-feira, setembro 27, 2011

!!!

Ontem à noite, durante os preparativos para deitar:
Pai: filho já viste, se te despachares ainda ficas com tempo para brincar antes de ir dormir. Anda lá lavar os dentes. Estás só a perder tempo!

A: Pai não digas isso. Sai. Estás a complicar a minha vida!

(!)

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sexta-feira, setembro 02, 2011

dúvidas, marcos e estrelinhas



Hoje foi a primeira noite sem fralda da noite.
Para quem não tem crianças estas conversas são chatas, irritantes e descabidas, mas para quem tem, sabemos que são marcos importantes, fins de ciclo e inícios de etapas. A prova de que os miúdos estão a crescer, prontos para novos desafios apesar das nossas dúvidas e angústias.
Sinceramente nunca saberei exactamente quando é a altura certa para todas estas mudanças mas o A., que é um rapaz de ideias fixas, tem muitas das vezes acabado por decidir por mim.
Neste caso, apesar dos 3 anos recentes e da fralda molhada pela manhã (daí as nossas díuvidas), há tantas noites que se zanga connosco por lhe colocarmos a fralda nocturna que resolvemos dar-lhe o benefício da dúvida enquanto o tempo ainda permite que a roupa seque se houver acidentes.
E assim foi, começámos um lindo calendário que já tem assinalada a primeira noite com uma bela estrelinha triunfal.
Será que era eu afinal que ainda não estava preparada?

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sexta-feira, agosto 26, 2011

Faz de conta


(a brincar com golfinhos e uma "Mafalda loura" da playmobil)

Às vezes quer ser a mafalda, ou mais precisamente, a mafalda loura e isso já nos levou a explicações embaraçadas junto da escola e desconhecidos.
Porque temos consciência de que soa estranho que uma criança do sexo masculino deixe de responder pelo próprio nome e passe a responder, e apenas, pelo de Mafalda, comportando-se e falando de forma diferente, sem prévio aviso nem contextualização para quem observa e não conhece os meandros da coisa.

E no entanto não tem grande mistério. Fã como é do espectáculo dos golfinhos do Jardim Zoológico de Lisboa, é natural que o A. saiba o nome de todos os tratadores e tratadoras, bem como o de todos os golfinhos a quem já fez festas e deu beijinhos várias vezes, e que de entre todos eles tenha escolhido o da Mafalfda loura (como ele) como tratadora de eleição.

E é uma fixação que dura há muito tempo obrigando-nos a assumir frequentemente o papel do Walter (pai) e Lia (mãe), os eternos colegas tratadores da nossa Mafalda, porque para o A. estas coisas se fazem como deve ser. E nós achamos graça. è uma idiossincrasia curiosa e divertida que, excluindo os embaraços ocasionais, nos torna mais originais como família.

O que não esperávamos é que esta transmutação pudesse durar tanto tempo.

Ontem regressou a casa transformado em Mafalda, brincou, conversou, jantou e deitou-se enquanto Mafalda,com uma voz e uma postura ligeiramente diferentes, mais adulta, um comportamento irrepreensível (devo dizer que um serão com a Mafalda é um descanso), opinando sobre coisas várias de um ponto de vista diferente, falando do A. na terceira pessoa e com uma coereência surpreendente (explicas-me como é que isto se faz? é que o A. sabe fazer mas eu nunca tinha cá estado antes e não sei), adormecendo sem chucha porque é mais crescida e já não usa!

E hoje, ao acordar, ainda era a Mafalda quem dormia na caminha pequena, dizendo que o A. se tinha ido embora a meio da noite para casa de um amigo e não tinha voltado. Foi ela quem comeu o pequenos almoço, se vestiu sem reclamar e se encaminhou calmamente para o carro, apesar das muitas tentativas minhas para fazer regressar o A. dessa noite fora de casa porque tinha de o levar à escola (e aparentemente ele agora estava invisível).

Já um pouco preocupada com este faz de conta insistente fi-lo despedir-se da Mafalda à porta do Jardim Zoológico porque ele agora tinha de ir para a escola e ela tinha de ir trabalhar.
E ele assim fez, com um beijo sonoro e um adeus até logo.
Mas ficou cabisbaixo, de beicinho tremido e lágrimas grandes a saltarem-lhe dos olhos. E nem cinco minutos tinham passado e já ele chorava verdadeiramente ao meu colo, inconsolável como quem se despede realmente de um ente querido, a dizer que a Mafalda agora se tinha ido embora e que estava muito triste.

O colo e o carinho da mãe desanuviaram a tristeza (como costuma ser prerrogativa dos colos e carinhos das mães) mas não desfez o ligeiro nó que me ficou no peito.
Será normal? O que fazemos?

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segunda-feira, agosto 22, 2011

idade filosófica



Mãe, quando eu ainda não existia onde é que eu estava?

(o nível das perguntas está a dificultar cada vez mais a capacidade materna de encontrar respostas! E por isso a pergunta volta eternamente, consciente como está de que eu ainda não lhe consegui encontrar nenhuma resposta minimamente satisfatória. Sugestões?)

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sábado, agosto 06, 2011

já houve gente com depressão por menos



a: Mãe, depois de quarenta fazes o quê?
eu: 41
a: e depois?
eu: 42
a: e depois?
eu: o que é que tu achas?
a: 43, e 44, e 45...
eu: Isso mesmo, e assim por aí adiante.
a: Até que não chegas a lado nenhum!

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segunda-feira, agosto 01, 2011

hoje

(à saída do carro onde tinha estado a dormir parte da sesta)

a: mãe eu preciso de dormir mais um bocadinho. Sabes porque é que eu preciso de dormir, porque senão fico muito rabugento!

(mas não dormiu e confirmou-se o vaticínio! E nós que achámos tão linda a frase e que pensámos, ai que miúdo tão inteligente!)

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quinta-feira, junho 09, 2011

aprendizagem



Uma ida ao dentista da mãe desencadeou, como sempre, um novo momento performativo em casa. Não há dúvida que o jogo de imitação é mesmo absloutamente essencial para o A. se apropriar do sentido das coisas e do mundo.

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sexta-feira, abril 29, 2011

disparates artísticos


Foi sem dúvida o desenho mais bonito e colorido que já fez até hoje, mas foi também um dos disparates que mais trabalho deu a limpar. Então não é que ao catraio lhe deu para se pôr a desenhar no chão de madeira do quarto?!
E ainda por cima não só desenhou muito como escolheu fazê-lo com grande convicção, em riscos largos e firmes, dificultando ainda mais a tarefa da limpeza.
Preguiçoso como é para desenhar, só mesmo transformando o acto criativo num disparate não permitido é que o rapaz seria capaz de se compenetrar desta forma!

Estou convencida que para além da natural propensão para a asneira, o A. se inspirou num dos episódios de "As coisas lá de casa" (uma das mais recentes aquisições de desenhos animados cá de casa e um sucesso sem precedentes). É demasiado suspeita esta arrumação tão direitinha dos lápis de cera ao lado do desenho! (faz mesmo lembrar o episódio do lápis e da borracha... pena não o conseguir reproduzir aqui para comparação!)

Mais informação sobre esta série de animação em plasticina aqui
É difícil de arranjar mas está actualmente à venda no museu da Marioneta e recomenda-se vivamente.

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segunda-feira, abril 18, 2011

saídas airosas ao jantar


Pai. então quem és tu?
A.: Nada.
Pai: então ó menino nada abre-me lá essa boca!
A.: Não posso, eu não sou nada!

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quinta-feira, março 17, 2011

tão cedo?!!!


A: mãe?!!! (gritando da sala)
Eu: sim filhote? o que te aconteceu?
A: perdi-me na vida!

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domingo, fevereiro 20, 2011

mãe, o que é o destino?


Confesso que não estava à espera que começassem aos dois anos e meio as perguntas complicadas.

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segunda-feira, janeiro 31, 2011

a ordem das coisas

A: também quero fazer malha.
eu: quando fores mais crescido a mãe depois ensina-te.
A: eu sei sozinho.
eu: se quiseres podes aprender sozinho mas é mais giro assim. Normalmente as pessoas aprendem a fazer malha com a mãe ou com a avó. Foi a avó Zita que me ensinou a fazer malha, sabias?
A: a sério?...
(silêncio pensativo)
eu: se quiseres quando aprenderes podes ensinar ao pai que não sabe, boa?
A: (depois de um silêncio)... não, ensino antes à Olívia, que é mais pequenina!

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