Dias mãeores

um blog de mãe para recuperar o tempo perdido em dias sempre mais curtos que o desejado

terça-feira, maio 30, 2006

dúvida existencial



Somos nós que fazemos o caminho ou o caminho que se faz a nós?

5 Comments:

  • At 30 maio, 2006 17:53, Anonymous Paimica said…

    A relação só pode ser biunivoca. Mesmo quando escolhemos o nosso caminho, as circunstâncias podem fazer variar o traçado pretendido. Por vezes, a direcção e o sentido são obrigatórios. O caminho faz-se a nós quando somos apoiados, protegidos, estimados pelos outros. Muitas vezes sem nos apercebermos que nos estão a ajudar a abrir o caminho. Mas, de qualquer modo, o caminho que percorremos é sempre o nosso caminho e é feito por nós.

     
  • At 30 maio, 2006 18:35, Anonymous Luz & ncondicional said…

    Caminhando confiando que o caminho se arrumará sob os nossos pés.

    Caminhando e cantando e seguindo a canção Somos todos iguais braços dados ou não
    Nas escolas, nas ruas, campos construções
    Caminhando e cantando e seguindo a canção
    Vem, vamos embora, que esperar não é saber
    Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

    (Pra não dizer que não falei de flores !)
    (Geraldo Vandré)

     
  • At 04 junho, 2006 18:54, Anonymous Lao Dze said…

    Caminante, son tus huellas
    el camino, y nada más;
    caminante, no hay camino,
    se hace camino al andar.
    Al andar se hace camino,
    y al volver la vista atrás
    se ve la senda que nunca
    se ha de volver a pisar.
    Caminante, no hay camino,
    sino estelas en la mar.

    Antonio Machado, Provérbios y cantares, XXIX, Antología Poética, Biblioteca Edaf Madrid

     
  • At 04 junho, 2006 20:18, Anonymous Anónimo said…

    Holz (madeira, lenha) é um nome antigo para Wald (floresta), Na floresta (Holz) há caminhos que, o mais das vezes sinuosos, terminam perdendo-se, subitamente, no não-trilhado.
    Chamam-se caminhos da floresta (Holzwege).
    Cada um segue separado, mas na mesma floresta (Wald). Parece, muitas vezes, que um é igual ao outro.
    Porém, apenas parece ser assim.

    M. Heidegger, Holzwege (caminhos da floresta), ed Gulbenkian.

    Heurística

    1.Existem caminhos
    2.Não existem caminhos
    3.Um caminho define-se por um começo, um percurso, e um telos
    4.Se definires o caminho nunca o descobrirás
    5.O caminhante define o caminho
    6.O caminho define o caminhante
    7.Todos os caminhos são o caminhante
    8.Um caminho de mil léguas começam por um pequeno passo (caminhante chinês)
    9.Todos os caminhos são iguais
    10.Nem todos os caminhos são iguais
    11.Todos os caminhos são diferentes
    12.Os caminhos não são assim tão diferentes
    13.Todos os caminhos são análogos
    14.Todos os caminhos já foram inventados
    15.Todos os caminhos são a inventar
    16.Há um mapa de todos os caminhos
    17.Não há qualquer mapa de todos os caminhos
    18.Quem se perder não encontra o caminho
    19.Quem não se perder não encontra o caminho
    20.Quem esperar não caminha
    21.Quem caminha tem de esperar
    22.O caminho faz-se só
    23.Ninguém caminha sozinho
    24.Todos os caminhos partem da interrogação
    25.Todos os caminhos são interrogação!
    26.Todos os caminhos chegam à interrogação?
    27.Todos os caminhos são relativos
    28.Todos os caminhos são efémeros
    29.O Absoluto (ainda) não sabe o caminho
    30.O Absoluto aprende com todos os caminhos
    31.O caminho de cada caminhante permita que o Absoluto caminhe
    32.Se não procurares ninguém te ensinará o caminho
    33.Se estiveres à espera que te ensinem nunca aprenderá o caminho

     
  • At 06 junho, 2006 15:21, Blogger Miss Spring said…

    Nicolas Bouvier iniciou um livro sobre uma viagem que ele fez, nos anos 70, ate à Índia num fiat 127 com esta afirmação: não somos nós que fazemos a viagem, é a viagem que nos faz a nós.
    mas uma coisa não existe sem a outra, não é?

     

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