Dias mãeores

um blog de mãe para recuperar o tempo perdido em dias sempre mais curtos que o desejado

sábado, abril 18, 2009

metade



"Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo que acredito não me tape os ouvidos e a boca.
Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio."

Oswaldo Montenegro

4 Comments:

  • At 18 abril, 2009 17:05, Anonymous Anónimo said…

    Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

     
  • At 19 abril, 2009 00:55, Anonymous Anónimo said…

    é bom enfatizar o que partilham connosco, mas que por vezes não está muito visivel.
    os seus 2 ultimos posts são belíssimos!!!
    Um abraço desde a venezuela

    Consuelo

     
  • At 23 abril, 2009 17:51, Anonymous María Elena Walsh said…

    Como la cigarra

    Tantas veces me mataron,
    tantas veces me morí,
    sin embargo estoy aqui
    resucitando.
    Gracias doy a la desgracia
    y a la mano con puñal
    porque me mató tan mal,
    y seguí cantando.

    Cantando al sol como la cigarra
    después de un año bajo la tierra,
    igual que sobreviviente
    que vuelve de la guerra.

    Tantas veces me borraron,
    tantas desaparecí,
    a mi propio entierro fui
    sola y llorando.
    Hice un nudo en el pañuelo
    pero me olvidé después
    que no era la única vez,
    y volví cantando.

    Tantas veces te mataron,
    tantas resucitarás,
    tantas noches pasarás
    desesperando.
    A la hora del naufragio
    y la de la oscuridad
    alguien te rescatará
    para ir cantando.

    "Como la cigarra", 1972

    http://www.lastfm.pt/music/Mercedes+Sosa/_/Como+La+Cigarra

    Uma das melhores vozes da América Latina, Mercedes Sosa. Uma mulher com uma força na voz que nos eleva.

    Quis partilhar contigo.
    Um abraço forte

     
  • At 24 abril, 2009 14:12, Anonymous Fã incondicional said…

    Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
    Olhou-a dum jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar
    E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar
    E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto convidou-a pra rodar

    Então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar
    Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar
    Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar
    E cheios de ternura e graça foram para a praça e começaram a se abraçar

    E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou
    E foi tanta felicidade que toda a cidade enfim se iluminou
    E foram tantos beijos loucos
    Tantos gritos roucos como não se ouvia mais
    Que o mundo compreendeu
    E o dia amanheceu
    Em paz


    Depois da força e luta transmitida pela letra "como la cigarra", deixo-te uma letra de uma música que para mim representa calma, romance e rodopiar. A valsinha de Chico Buarque.

     

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