terça-feira, agosto 23, 2011
domingo, julho 24, 2011
as grandes questões
Depois de um dia cheio das birras próprias da idade e durante o ritual de ir dormir, sem razão aparente o A. sai-se com esta:
A: mãe, quando eu crescer tu depois ficas muito pequenina?
eu: não filho, a mãe também continua a crescer. Quando fazes anos a mãe também faz anos e crescemos os dois. Quando fizeres 4 a mãe faz 42, quando fizeres 5 a mãe faz 43 e por aí afora.
(...) silêncio pensativo (...)
A: ... até que chega a um certo ponto e eu morro.
eu: bem sim, toda a gente acaba por morrer. Mas isso é só daqui a muito tempo, só quando ficarmos muito velhinhos.
A: (insistindo) mas até que chega a um ponto em que eu morro.
eu (nó na garganta): sim filhote, mas só daqui a muito tempo.
A: e o que é morrer?
e eu a pensar que estar de férias era só preocupar-me com as horas de exposição ao sol, o vento frio e a água do mar gelada e o jantar de cada dia e a sairem-me estas perguntas difíceis de um puto que acabou de fazer 3 anos.
Acho que não preparei a bagagem para isto!
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quarta-feira, julho 13, 2011
conversa à beira d'água
Mal chegou o A. fez uma amiga.
A C. de 5 anos, de conversa fácil e divertida, a chapinhar numa das piscinas pequenas da praia da Peneda.
Ainda de camisola vestida o A. fez por se despachar a despir para partilhar com a nova amiga a água fresca do rio.
E eis que, judiciosa, a C. comenta ao olhar para o peito lingrinhas do A., agora já sem tshirt:
- ò A. tu tens ossos a mais!
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